[ Apresentação ]

A Real Companhia Velha é a mais antiga e emblemática empresa de vinhos de Portugal, tendo celebrado este ano 264 anos de existência e de atividade interrupta ao serviço do Vinho do Porto.

Para trás, fica o registo de uma história fabulosa e de um passado glorioso. Para o futuro, permanece a vontade de manter um elevado padrão de qualidade dos seus vinhos e a confiança numa Companhia onde o rigor e a visão de fazer ainda mais história são uma preocupação constante.

Desde a sua Instituição por Alvará Régio de El-Rei D. José I, em 10 de Setembro de 1756, a importância desta Ex-Majestática Companhia ficou bem patente através dos valiosos serviços prestados à comunidade.

Desde 1960 que a Real Companhia Velha pertence e é gerida pela família Silva Reis, a qual tem dedicado todos os esforços à produção de Vinho do Porto e Douro DOC, através de um estudo aprofundado do terroir duriense. A Companhia é proprietária de 5 Quintas no Alto Douro Vinhateiro, a Quinta das Carvalhas, Quinta de Cidrô, Quinta dos Aciprestes, Quinta do Casal da Granja e Quinta do Síbio; totalizando 557 ha de vinha própria.

[ O Douro ]

Classificado em 2001 pela UNESCO como Património da Humanidade, na categoria de "Paisagem, Cultural, Evolutiva e Viva", o Douro é a mais antiga Região Demarcada e Regulamentada do mundo.

Trata-se de uma paisagem antrópica, obra que sucessivas gerações de Durienses construíram, aperfeiçoaram e sobretudo souberam conservar, contribuindo assim para a formação de um conhecimento único e com grande tradição.

Ao longo dos tempos, desenvolveu-se no Alto Douro Vinhateiro um processo de adaptação secular às técnicas e saberes específicos da cultura da vinha naquela que hoje em dia é considerada como uma das mais belas regiões vinícolas do mundo.

O Vale do Douro identifica-se por uma paisagem de uma beleza majestosa, única e de grande espetacularidade com a vinha implantada nos seus tradicionais socalcos suportados por ancestrais muros de xisto, verdadeiros guardiões da memória histórica, arquitetónica e paisagística da região.

Berço da produção de Vinho do Porto, a região notabilizou-se em meados do Séc.XVII assumindo a importância que ainda hoje lhe é reconhecida a partir de 10 de Setembro de 1756 com a Instituição da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, também denominada Real Companhia Velha. No âmbito das funções delegadas pelo Estado, esta Companhia Majestática, entre 1758 e 1761, levou a efeito a chamada “Demarcação Pombalina da Região do Douro” tendo desempenhado no seu primeiro século de existência importantes funções ao nível da regulamentação, controlo e disciplina da produção dos Vinhos da Região.

O Douro caracteriza-se por uma cultura de montanha beneficiando de uma orografia extremamente acidentada, sendo limitada por cadeias montanhosas a Sul e Oeste e zonas planálticas a Norte e Este. O seu clima caracteriza-se por invernos frios e chuvosos, seguidos por verões quentes e secos. A região divide-se em três sub-regiões de características muito próprias: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior.

[ Caves do Vinho do Porto ]

Terminada a vindima, lavados os cestos, fechadas as adegas, o frio vem ocupar o lugar do agradável e quente Outono. É nas caves da Real Companhia Velha, em Vila Nova de Gaia, que o jovem Vinho do Porto inicia o seu estágio, ganhando em estrutura e complexidade.

Nas seculares caves da Real Companhia Velha e no silêncio dos seus armazéns, o Vinho do Porto repousa em cascos de madeira nobre – um trabalho executado por hábeis tanoeiros que têm servido a Companhia ao longo de muitas gerações.

Adormecidos num ambiente único os tuneis, pipas e balseiros de Vinhos do Porto ficam como que perdidos no tempo… 10… 20… 30 anos… que importa! … O tempo necessário para que cada vinho atinja o seu ponto exato de maturação.

A proximidade marítima confere-lhe condições climáticas naturais que são determinantes no processo de envelhecimento do Vinho do Porto, caracterizado pela evolução da cor e do aveludar do paladar e que consiste num processo de “oxidação” natural – uma misteriosa forma de “respiração” através dos poros da madeira.